No sétimo capitulo de seu livro, Robert Paxton atenta para a seguinte questão: Ainda é possível o Fascismo? O autor tenta responder a questão traçando os marcos que possibilitaram sua ascensão. Segundo ele, embora desde o séc XIX, existissem pensamentos que o prefiguravam, foi somente com o final da Primeira Guerra Mundial e com a Revolução Socialista na Rússia que o Fascismo, efetivamente se sedimentou. Porém, é muito difícil delimitar se houve um termino deste.
Apesar de existir um movimento Fascista no pós-guerra, Ernst Noite, citado por Paxton, afirma que tal movimento havia sido despojado de qualquer significado. Visto que o Fascismo, como produto do entre guerras, tinha seu embasamento nas contradições oriundas deste período. Alem disso, toda repugnância gerada na sociedade pós 1945, devido aos crimes do Holocausto, dificultaram a atuação de tal movimento.
Porem, na década de 1990, a queda definitiva do fascismo foi posta em duvida e os debates acerca dessa temática, mais uma vez, renasceram. Com a ascensão em 1994, pela primeira vez desde o termino da Segunda Guerra de um grupo neofascista ao um governo Europeu. Alem disso, a crescente atuação de grupos neonazistas na Europa e na América também embasou estas discussões.
Paxton afirma que o Fascismo moderno, não necessariamente, precisara ter a “cara” do fascismo do entre guerras. Seus atuais lideres tendem a mostrar uma “face” mais moderada. O fascismo, historicamente, moldaram-se ao ambiente em que surgiram. Portanto, seus signos e etc. não precisam ser os mesmos.
Portanto, Paxton afirma que não se deve procurar replicas exatas dos movimentos fascistas ditos clássicos. A extrema direita soube se adequar ao ambiente em que atuam, moderando seus discursos e propostas, utilizando simbolismos diferentes. Entretanto, a possibilidade destes movimentos ganharem espaço e atraírem aliados não deve ser reduzida por conta disso. Estudando, tanto o Fascismo clássico quanto suas variantes modernas, ajudam a sociedade atual a separar meras imitações do primeiro quanto verdadeiros movimentos radicais da direita, que, com suas “mascaras” buscam ascender na cenário político comtemporâneo.
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