segunda-feira, 23 de junho de 2008

• MILMAN, Luis. “Negacionismo: gênese e desenvolvimento do genocídio conceitual” In.: MILMAN, Luís, VIZENTINI, Paulo. Neonazismo, negacionismo e extre

O autor, no texto, procura estabelecer e abordar as origens do chamado Negacionismo, tendo como base sua argumentação e suas defesas. Por estar intimamente ligado ao neo-nazismo, o Negacionismo representa, ainda hoje, uma ameaça real. Fundamentando-se em absurdos e irracionalidades, o Negacionismo luta contra provas irrefutáveis. Tenta, a todo o custo, negar fatos que a Historiografia já comprovou.
Milman, assim como Krause-Vilmar, afirma que o principal ponto da defesa dos negacionistas esta na existência dos campos de extermínio e no número de judeus mortos durante a guerra. Para Milman, os documentos oriundos da época da Guerra bastam para derrubar o argumento dos Negacionistas. Além disso, a falta de documentos, proposital, que comprove a existência das câmaras de gás, é outro foco da proposta negacionista. Segundo Milman, os nazistas, ao final da guerra, procuraram eliminar qualquer prova do Holocausto.
A metodologia dos autores negacionistas segue, na maioria das vezes, a mesma tendência. A negação de alguns documentos e o uso exagerado daqueles que lhe são úteis. Além disso, afirmam que relatos orais não são confiáveis por se tratarem de uma conspiração judaica internacional.
Segundo o autor, a tentativa de Revisionistas e Negacionistas de omitir os horrores do Holocausto representa uma ameaça e, portanto, deve ser combatida. A memória daqueles que foram vitimas de Auschwitz, Treblinka, Beizec deve ser preservada. Como um exemplo daqueles que deram suas vidas para resistir ao nazismo.

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