Segundo o autor do texto, todo o simbolismo nazista fundamenta-se no conceito de raça. Seu objetivo é negar o enfraquecimento da “raça” branca em função do crescimento de etnias consideradas inferiores, como: negros, mulçumanos, latinos e judeus. Apoiado em mitologias e promessas milenaristas, o esoterismo nazista acredita que a raça branca, devido à influência de tais grupos, esta incapacitada de exercer seu domínio sobre o mundo. Para exemplificar o que foi dito, Goodrick-Clarke utiliza-se do exemplo norte-americano.
Na década de 60, nos Estados Unidos, grupos formados por negros lutavam pelo reconhecimento, por parte do Estado e da Sociedade, de sua condição minoritária e por benefícios e compensações. Mais tarde, devido a tais manifestações, programas de igualdade “racial” começaram a surgir em vários âmbitos da sociedade, como: programas de igualdade no trabalho e na educação, por exemplo. Tais medidas, por basear-se em critérios raciais, contribuíram sobremaneira para aumentar o racismo por parte dos indivíduos de “raça” branca.
Além disso, nos últimos anos, o aumento exponencial das imigrações ilegais, comparadas com as realizadas no âmbito legal, vem contribuindo para a radicalização de grupos xenófobos nos EUA. Tais grupos preocupam-se com os benefícios cedidos, por parte do governo, a imigrantes, como: educação e direitos políticos.
Goodrick-Clarke, por fim, destaca que o multi-ulturalismo no Ocidente está gerando, cada vez mais, uma hostilidade com relação ao Liberalismo. O aumento de cultos arianos pode ser o indício de uma desestabilização nas democracias do ocidente.
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